Em 1986, após tentativas anteriores nunca se teve um garoto na família Brando. Contudo, este ano foi diferente.
A alegria e sensação de vitória era geral para os brandos. Todos vibraram e encherem o recém nascido das mais altas expectativas. Responsabilidades de anos de esperar, de sonhos, de momentos, de etapas de vida foram paridas juntos com o garoto Yure.
Os nascimento de Yure foi assim como seria sua vida: uma novela dramática mexicana. Por algum motivo, Yure Brando queria nascer antes da hora. A preocupação invadiu imensamente seus pais. O risco de um parto prematuro foi identificado durante os exames pelo médico do interior Sudestino.
As irmãs de Yure e seus familiares se angustiaram com a notícia. Senhora Brando, Marta Brando, teve de realizar um grande esforço para que Yure não nascesse antes da hora. Exames, posições para dormir, rotinas de vida. Muito foi feito, por Sra. Brando, para que este menino-expectativa conseguisse sobreviver a fase inicial da vida: a Gestação.
(É difícil julgar pelos dias de hoje. Mas teria, a Sra. Brando, realizado todo este esforço se soubesse que seu garoto nasceria, segundo sua visão e de seu marido, com "defeito"?)
Após 8 meses de gestação, Dona Marta Brando conseguiu cumprir com uma das maiores missões de seu casamento: dar o filho-companheiro de seu marido.
O Senhor Arthur Brando, um homem muito rígido. Sempre cumpri tudo aquilo que prometi, muito moralista, aliás, de moral quase inabalável. Dificilmente haveria algo para falar do Sr. Brando. É o tipo de homem digno de receber premiação de funcionário mais assíduo. Uma de suas maiores qualidades é a lealdade a palavra. Infelizmente, essa qualidade também se tornara um defeito em sua vida. Sr. Brando desenhava ser uma pessoa determinada na vida, contudo, é uma confusão que se traça com sua lealdade a palavra.
Sr. Brando faz qualquer coisa para cumprir sua palavra, transparecendo ser determinado, mas na verdade não há determinação em sua vida. Sr. Brando nunca foi determinado, os problemas surgiam em sua vida e ele procurava transparecer frieza diante deles para não demonstrar fraqueza, sua estratégia era dar sua palavra e persegui-lá. Não conseguia se determinar a resolver o problema, por que muitas vezes a palavra dada não ia de encontro com a solução de seus problemas, mas conseguia disfarçar através de uma rota de fuga muito bem conhecida: fingir que o problema não existe.
Um ótimo exemplo para entender o Sr. Brando é sua situação financeira. Ele nunca se determinou a resolvê-la, até por que nunca conseguiu. O que ele faz é sempre dar a palavra de que irá conseguir o que quer, irá comprar o que quer, irá dar aos filhos o que quer. O objetivo maior sempre foi a imagem e fazer aquilo que disse. Mas no fundo, nunca houve uma determinação para resolver sua situação, pois isto poderia significar que as pessoas pudessem perceber, ou então que não poderia comprar o que tinha dito que ia.
Após esta análise complexa de Sr. Brando, fica fácil resumir que o garoto Yure Brando já possui muitas atribuições pré-atribuídas a ele. Sr. Brando deu sua palavra de que a vida de Yure seria ser seu companheiro, dentre várias clássicas relações pai e filho. Dentre outros vários atributos que "todo garoto deve fazer".
A vida de Yure Brando não seria um caminho de escolhas rumo à felicidade. Ela era uma palavra que tinha que ser seguida custe o que custar. Não poderia nunca ser uma determinação: de ser feliz, de ser fiel, de ser companheiro.
Acompanhe minha saga de vida. Inicialmente, este blog foi designado para ser uma Comédia-(Semi)Romântica. Contudo, agora você encontrará duas histórias paralelas: Gay Solteiro: Conta minha tentativa de sair da solteirisse de forma cómica e O Amor da Família: Contará minha história com minha família, um drama baseado em fatos reais. Sugiro ler a introdução de cada um (primeiro "post" de cada marcador). Bom entretenimento!
domingo, 25 de julho de 2010
Família - Uma Novela Eterna
Prezados.
Após ter passado por certo constrangimento este sábado, veio a luz à minha cabeça e decidi publicar outro filme da minha vida: minha relação com minha família. Ao passo em que falar de minha vida amorosa dá uma bela comédia, falar de minha vida com minha família será um seriado de drama.
Descreverei aqui neste blog o que ocorreu e ocorre comigo e com minha família no intuito de, um dia, publicar um livro para incentivar aos homossexuais "enfrentarem" de uma forma saudável suas famílias e optarem por viver a vida sem medo ou culpa.
Falo por mim e pelas minhas experiências que um grande agravante na vida de um gay de família religiosa é a culpa. Este é o grande artifício que os pais usam para reprimir seus filhos. Acontece que, involuntariamente, a maioria desses pais fazem isso sem perceber que quando reprimem seus filhos e seus sentimentos mais íntimos estão, na verdade, pedindo para que seus filhos não optem pela vida, mas sim optem por um padrão social que não necessariamente conduz a felicidade.
Aos homossexuais religiosos, assim como eu, se por um lado Deus atesta nos mandamentos: Honrar Pai e Mãe, também é atestado na bíblia que os pais não reprimam seus filhos. O cristianismo só impõem uma coisa ao ser humano, no somatório das lições: "Amar ao próximo como a ti mesmo". Esta frase, dita por Jesus, tem um cunho muito moderno que nem os padres e nem pastores menos presos aos paradigmas costumam relatar em seus sermões: Respeite as diferenças. Isto é, em verdade, o que o maior Profeta do mundo, O Filho de Deus, nos revela em sua missão na Terra.
Espero que, neste seriado de drama que vamos encontrar nos próximos dias em meu blog, eu consiga tocar pelo menos uma pessoa. Que pelo menos uma pessoa pare de se culpar por motivos imaginários.
Após ter passado por certo constrangimento este sábado, veio a luz à minha cabeça e decidi publicar outro filme da minha vida: minha relação com minha família. Ao passo em que falar de minha vida amorosa dá uma bela comédia, falar de minha vida com minha família será um seriado de drama.
Descreverei aqui neste blog o que ocorreu e ocorre comigo e com minha família no intuito de, um dia, publicar um livro para incentivar aos homossexuais "enfrentarem" de uma forma saudável suas famílias e optarem por viver a vida sem medo ou culpa.
Falo por mim e pelas minhas experiências que um grande agravante na vida de um gay de família religiosa é a culpa. Este é o grande artifício que os pais usam para reprimir seus filhos. Acontece que, involuntariamente, a maioria desses pais fazem isso sem perceber que quando reprimem seus filhos e seus sentimentos mais íntimos estão, na verdade, pedindo para que seus filhos não optem pela vida, mas sim optem por um padrão social que não necessariamente conduz a felicidade.
Aos homossexuais religiosos, assim como eu, se por um lado Deus atesta nos mandamentos: Honrar Pai e Mãe, também é atestado na bíblia que os pais não reprimam seus filhos. O cristianismo só impõem uma coisa ao ser humano, no somatório das lições: "Amar ao próximo como a ti mesmo". Esta frase, dita por Jesus, tem um cunho muito moderno que nem os padres e nem pastores menos presos aos paradigmas costumam relatar em seus sermões: Respeite as diferenças. Isto é, em verdade, o que o maior Profeta do mundo, O Filho de Deus, nos revela em sua missão na Terra.
Espero que, neste seriado de drama que vamos encontrar nos próximos dias em meu blog, eu consiga tocar pelo menos uma pessoa. Que pelo menos uma pessoa pare de se culpar por motivos imaginários.
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Yure Brando
às
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O Amor da Família
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Este FDS
Olá meus queridos,
Dando um rápido break ao passado. Preciso falar deste final de semana.
Todos estão acompanhando meu "drama" para arranjar meu homem ideal. Eis dito aqui, o quão sozinho e carente ando me sentindo, depois de 6 anos de longos namoros.
Pra iniciar minha noite, eu fui para um posto beber com meus amigos. Daí tinha um bocado de bixa feia lá. Num é que uma gordinha ficou me encarando? Eu pensei: "Meu amor, aproveita que você ta sonhando e pedi um poney (seja lá como se escreve essa porra)".
Pois bem, fui pra boate com meus amigos. Como uma criatura que carrega tais sentimentos se dá ao luxo de sair na night e beber loucamente com amigos. Ah, além de beber loucamente com os amigos e fumar pra caramba, esse pobre solitário agarra os amigos na boate.
Daí eu tava pensando... Eu bem que poderia ter passado repelente contra homens lindos que fazem o meu tipo. Eu bebi tanto que nem se quer sei dizer se tinha homens bonitos ou feios na boate ¬¬
Até porque, minha gente... Ficar com amigos? NO MEIO DE TODO MUNDO? ¬¬ Puta que pariu... Num é que tipo: ah, então namora um de seus amigos... NÃÃÃO, não dá... Somos muito amigos e nenhum faz o estilo do outro huney ¬¬
Bem, fica aí outra dica de como ser Bonito, Solteiro e Interessante... Mas! SOLTEIRO (bem feito pra mim)
Postado por
Yure Brando
às
23:01
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