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domingo, 25 de julho de 2010

O Nascimento Mais Esperado: Capítulo UM

Em 1986, após tentativas anteriores nunca se teve um garoto na família Brando. Contudo, este ano foi diferente.



A alegria e sensação de vitória era geral para os brandos. Todos vibraram e encherem o recém nascido das mais altas expectativas. Responsabilidades de anos de esperar, de sonhos, de momentos, de etapas de vida foram paridas juntos com o garoto Yure.

Os nascimento de Yure foi assim como seria sua vida: uma novela dramática mexicana. Por algum motivo, Yure Brando queria nascer antes da hora. A preocupação invadiu imensamente seus pais. O risco de um parto prematuro foi identificado durante os exames pelo médico do interior Sudestino.

As irmãs de Yure e seus familiares se angustiaram com a notícia. Senhora Brando, Marta Brando, teve de realizar um grande esforço para que Yure não nascesse antes da hora. Exames, posições para dormir, rotinas de vida. Muito foi feito, por Sra. Brando, para que este menino-expectativa conseguisse sobreviver a fase inicial da vida: a Gestação.

(É difícil julgar pelos dias de hoje. Mas teria, a Sra. Brando, realizado todo este esforço se soubesse que seu garoto nasceria, segundo sua visão e de seu marido, com "defeito"?)

Após 8 meses de gestação, Dona Marta Brando conseguiu cumprir com uma das maiores missões de seu casamento: dar o filho-companheiro de seu marido.

O Senhor Arthur Brando, um homem muito rígido. Sempre cumpri tudo aquilo que prometi, muito moralista, aliás, de moral quase inabalável. Dificilmente haveria algo para falar do Sr. Brando. É o tipo de homem digno de receber premiação de funcionário mais assíduo. Uma de suas maiores qualidades é a lealdade a palavra. Infelizmente, essa qualidade também se tornara um defeito em sua vida. Sr. Brando desenhava ser uma pessoa determinada na vida, contudo, é uma confusão que se traça com sua lealdade a palavra.

Sr. Brando faz qualquer coisa para cumprir sua palavra, transparecendo ser determinado, mas na verdade não há determinação em sua vida. Sr. Brando nunca foi determinado, os problemas surgiam em sua vida e ele procurava transparecer frieza diante deles para não demonstrar fraqueza, sua estratégia era dar sua palavra e persegui-lá. Não conseguia se determinar a resolver o problema, por que muitas vezes a palavra dada não ia de encontro com a solução de seus problemas, mas conseguia disfarçar através de uma rota de fuga muito bem conhecida: fingir que o problema não existe.

Um ótimo exemplo para entender o Sr. Brando é sua situação financeira. Ele nunca se determinou a resolvê-la, até por que nunca conseguiu. O que ele faz é sempre dar a palavra de que irá conseguir o que quer, irá comprar o que quer, irá dar aos filhos o que quer. O objetivo maior sempre foi a imagem e fazer aquilo que disse. Mas no fundo, nunca houve uma determinação para resolver sua situação, pois isto poderia significar que as pessoas pudessem perceber, ou então que não poderia comprar o que tinha dito que ia.

Após esta análise complexa de Sr. Brando, fica fácil resumir que o garoto Yure Brando já possui muitas atribuições pré-atribuídas a ele. Sr. Brando deu sua palavra de que a vida de Yure seria ser seu companheiro, dentre várias clássicas relações pai e filho. Dentre outros vários atributos que "todo garoto deve fazer".

A vida de Yure Brando não seria um caminho de escolhas rumo à felicidade. Ela era uma palavra que tinha que ser seguida custe o que custar. Não poderia nunca ser uma determinação: de ser feliz, de ser fiel, de ser companheiro.

Família - Uma Novela Eterna

Prezados.

Após ter passado por certo constrangimento este sábado, veio a luz à minha cabeça e decidi publicar outro filme da minha vida: minha relação com minha família. Ao passo em que falar de minha vida amorosa dá uma bela comédia, falar de minha vida com minha família será um seriado de drama.

Descreverei aqui neste blog o que ocorreu e ocorre comigo e com minha família no intuito de, um dia, publicar um livro para incentivar aos homossexuais "enfrentarem" de uma forma saudável suas famílias e optarem por viver a vida sem medo ou culpa.

Falo por mim e pelas minhas experiências que um grande agravante na vida de um gay de família religiosa é a culpa. Este é o grande artifício que os pais usam para reprimir seus filhos. Acontece que, involuntariamente, a maioria desses pais fazem isso sem perceber que quando reprimem seus filhos e seus sentimentos mais íntimos estão, na verdade, pedindo para que seus filhos não optem pela vida, mas sim optem por um padrão social que não necessariamente conduz a felicidade.

Aos homossexuais religiosos, assim como eu, se por um lado Deus atesta nos mandamentos: Honrar Pai e Mãe, também é atestado na bíblia que os pais não reprimam seus filhos. O cristianismo só impõem uma coisa ao ser humano, no somatório das lições: "Amar ao próximo como a ti mesmo". Esta frase, dita por Jesus, tem um cunho muito moderno que nem os padres e nem pastores menos presos aos paradigmas costumam relatar em seus sermões: Respeite as diferenças. Isto é, em verdade, o que o maior Profeta do mundo, O Filho de Deus, nos revela em sua missão na Terra.

Espero que, neste seriado de drama que vamos encontrar nos próximos dias em meu blog, eu consiga tocar pelo menos uma pessoa. Que pelo menos uma pessoa pare de se culpar por motivos imaginários.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Este FDS



Olá meus queridos,


Dando um rápido break ao passado. Preciso falar deste final de semana.

Todos estão acompanhando meu "drama" para arranjar meu homem ideal. Eis dito aqui, o quão sozinho e carente ando me sentindo, depois de 6 anos de longos namoros.

Pra iniciar minha noite, eu fui para um posto beber com meus amigos. Daí tinha um bocado de bixa feia lá. Num é que uma gordinha ficou me encarando? Eu pensei: "Meu amor, aproveita que você ta sonhando e pedi um poney (seja lá como se escreve essa porra)".

Pois bem, fui pra boate com meus amigos. Como uma criatura que carrega tais sentimentos se dá ao luxo de sair na night e beber loucamente com amigos. Ah, além de beber loucamente com os amigos e fumar pra caramba, esse pobre solitário agarra os amigos na boate.

Daí eu tava pensando... Eu bem que poderia ter passado repelente contra homens lindos que fazem o meu tipo. Eu bebi tanto que nem se quer sei dizer se tinha homens bonitos ou feios na boate ¬¬

Até porque, minha gente... Ficar com amigos? NO MEIO DE TODO MUNDO? ¬¬ Puta que pariu... Num é que tipo: ah, então namora um de seus amigos... NÃÃÃO, não dá... Somos muito amigos e nenhum faz o estilo do outro huney ¬¬

Bem, fica aí outra dica de como ser Bonito, Solteiro e Interessante... Mas! SOLTEIRO (bem feito pra mim)

domingo, 27 de junho de 2010

Um Outro Romancinho: um Segundo Pós-Fim de Namoro

Em uma segunda tentativa de esquecer definitivamente meu namorado infantil e agressivo, me lancei novamente ao mercado, após ter rompido com ele. Nesta segunda vez encontrei um carinha muito especial "José". Esforçado, fazia cursinho para entrar numa boa faculdade, trabalhava, adorava sair de noite, tinha amigos legais e tinha olhos e uma cor de pele lindos.


A forma como nos conhecemos foi muito interessante. Ambos estávamos bêbados na balada. Eu estava fazendo amizades adoidado, era só ver um grupinho que eu me enturmava logo. O besta do José logo se aproximou quando me viu no grupinho de amigos dele. Daí conversamos pra caramba e rolou a ficada a noite inteira.

Nós saímos mais algumas vezes e nos comunicavamos bastante. Em suma, o interesse entre nós dois parecia crescer rapidamente. Porém, novamente contaminado pela volta e término recente do meu complicado namoro, fui me deixando tomar pela ansiedade quando percebi que José era muito interessante e tinha muitos gostos parecidos com os meus. Ele adorava sair e adora fazer amizades, assim como eu, o que era ótimo, por que se a gente namorasse eu não precisaria me excluir dos meus amigos, como vinha acontecendo.

Por um lado, comecei a cobrar um tanto de José por conta da minha ansiedade o que talvez tenha pressionado ele um pouco. Mas as coisas só realmente desandaram no último encontro quando, em meio a uma conversa, resolvi falar do meu namoro complicado. Ele tinha falado um pouco sobre o recém terminado relacionamento dele e resolvi falar bastante do meu. Desde então ele se afastou e só nos falamos como amigos.

Eu não sei bem sobre as coisas ao certo. Só sei que foi assim e que, depois, ele me disse que não estava se sentindo pronto para um relacionamento sério ¬¬

Mais uma vez podemos ter duas lições aqui: Será que eu deveria ter me contido mais para não ter assustado o garoto? Será que eu estava pleiteando uma pessoa errada que não gosta de se sentir preso em relacionamentos, o que comprometeria meu objetivo de ter um namoro estável?

Tudo o que eu sei é que sou bonito e interessante e continuo solteiro. Continue me acompanhando que talvez você, antes do que eu possa descobrir o que está errado no meu modus operandi (quando souber, por favor me avisa).




sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um Grande Romacinho no Pós-Fim de Namoro

Entre meu complicado relacionamento de três anos, conheci um rapaz muito especial, Saulo. Ele era alguns anos mais novo do que eu, nos conhecemos na faculdade e ele era realmente charmosinho. Ele era esforçado na faculdade, era sociável, se aceitava, carinhoso, blablabla (melosidades).



Enquanto eu saia com Saulo, cheguei a conhecer mais dois carinhas, que foram pro molho. Meu envolvimento com Saulo era salutar, porém como eu tinha acabado de sair de um longo e conturbado relacionamento, deixei uma coisa misturar a outra.

Meu entusiasmo por ter achado alguém, que julgava eu ser parecido comigo pelos objetivos, me fizeram querer dar uma cara de relacionamento sério ao nosso envolvimento muito pre-maturamente. Isso acabou me deixando ansioso.

Saulo tinha gostos parecidos com os meus: gostava de ir à livraria, sair pra tomar café, passear pela cidade, namorar no lago da universidade. Era muito agradável sair com ele. Não convivi com ele tempo suficientemente para tomar nota de todas suas características, agora ele possuia, como todos, defeitos: fumava muito, gostava de enfrentar desafios só por enfrentar(não importa se ele queria ou não algo, importa se era difícil), se achava esperto demais...

Complicações: O meu anterior e infantil namorado sempre me deixava na mão em momentos que podíamos desfrutar de lazer juntos. Em alguns momentos oportunos que a gente poderia se ver, ele preferia ficar em casa cuidando do cachorro, da planta, etc... Enfim... Essa carga negativa vinda deste relacionamento se liberou com Saulo. Saulo era (é) muito meninão, tipo... Preza pela sua liberdade, adora estar no mundo e eu gostava disso, só que eu comecei a exigir dele ser sempre assim.

Então, um belo dia resolvi terminar nosso romancinho por que ele desmarcou uma saída na sexta comigo. Gente... Uma pessoa com o nível de stress como eu, que já tinha passado isso repetidas vezes no namoro anterior de fim recente... Era natural ter se estressado tanto, mas temos que ser racional nessas horas. Eu não fui... Fica a dica!

Hoje somos amigos e percebi que ele não é uma pessoa que se apega muito às outras, ou seja, isso é ruim para quem quer um relacionamento sério e longo. Isso é uma dica dois... Houve o que houve, foi bom ou ruim? Seria só uma curtição temporário ou seria um relacionamento longo?  ;)  Rsrsrsrsrsrs

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Apresentações

Olá Caro Leitor,

Após anos de batalha me exibindo no mercado de gays solteiros, percebi que posso dar dicas preciosas para as pessoas bonitas e interessantes que não querem continuar solteiras. Como vou dar estas dicas? É muito simples, vou contar o que venho fazendo e você faz completamente o oposto ;)

Sim, sim, caro leitor. Me sinto um exemplo ambulante de: "Como ser Gay, Bonito e Interessante, mas Solteiro". O título do blog já sugeria esta introdução, né?

Me apresentando um pouquinho melhor. Sou um típico Recifense (e gay) solteiro, sou formado, gosto de sair de noite, gosto de namorar, sou fiel nos relacionamentos, tenho a mente aberta e gosto de conversar sobre tudo. Estou com quase 24 anos, e procurando, para variar, o grande amor da minha vida. Já tive 2 namoros sérios, mas infelizmente foram com as pessoas erradas.
O primeiro durou 9 meses, foi com um cara muito legal, porém ele tinha problemas de personalidade e nesses 9 meses nunca fizemos sexo ¬¬
Já o segundo, que durou 3 anos, foi com um cara suuuuuuper divertido, lindo, malhado, talentoso (fazia o dever de casa maravilhosamente bem), era 10 anos mais velho, porééééém, era infantil, orgulhoso e agressivo. Me deu muitas alegrias, mas muitas raivas também. É melhor hoje.. Apenas amigos.

Já estou praticamente dois anos solteiro. Vou ao mercado, jogo meu charme, mas só atraio as pessoas erradas. Quando atraio realmente as pessoas que tenho interesse, sou tomado por uma ansiedade idiota que me faz entregar as coisas ¬ ¬

Nos próximos post, vou relatar as útlimas tentativas de voltar a uma vida a 2 e depois vocês poderão me acompanhar em tempo real.